O doleiro Lúcio Funaro decidiu mudar de advogado e contratou o mesmo escritório que defende o também doleiro Alberto Youseff. O jurista Antônio Figueiredo Basto é especialista em delações premiadas e ajudou a costurar o acordo de Yousseff com a Justiça.

Funaro é apontado pelas investigações da Operação Lava Jato como operador de supostos pagamentos de propina ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB). O doleiro também foi citado na delação do dono da JBS, Joesley Batista.

Ele está detido em Brasília, no Presídio da Papuda, desde julho de 2016. O nome do doleiro foi citado em cinco das 84 perguntas enviadas pela Polícia Federal ao presidente Michel Temer (PMDB).

Uma dessas perguntas fala sobre o trecho da gravação que Joesley Batista fez de uma conversa que teve com o presidente. Os investigadores da Polícia Federal perguntaram ao presidente se ele confirmava a informação de que Joesley estaria prestando suporte financeiro às famílias de Lúcio Funaro e de Eduardo Cunha, como forma de mantê-los em silêncio.

Temer não respondeu a nenhuma das perguntas. Ao contrário, o advogado do presidente reclamou ao Supremo Tribunal Federal que os questionamentos tinham como objetivo constranger o político.

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